sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Capítulo 12: "Só acho que formaríamos um bom “nós”..."


"Não quero que você me largue. Não quero te largar. Não quero ter motivos pra ir embora"




Gavril: Então Celeste, lhe parece que os números são insuficientes e que seria necessário aumentar a quantidade de pessoas no próximo contrato do instituto? - perguntou no debate do programa. Nossos debates no programa funcionavam como teste, e nós sabíamos disso. Embora Neymar não tivesse prazo, o público implorava para o grupo diminuir; e dava para ver que o seus pais e amigos também. Se quiséssemos ficar, precisávamos nos sair bem, onde e quando quisessem. Fiquei feliz por chegar ao fim daquele relatório terrível. Me lembrava de algumas estatísticas por causa do Lucas, então havia chances de eu deixar uma boa impressão naquela noite. 
Celeste: Exatamente, Gavril. Acho os resultados bons, mas poderiam ser melhores. Mais contratações acelerariam o andamento de tudo. - Eu realmente não conseguia suportar Celeste. Ela tinha feito uma menina ser expulsa, arruinou a festa de aniversário de Kriss no mês passado e tentou literalmente arrancar meu vestido. Por ser uma modelo, ela se sentia mais que todas nós. Pra ser sincera, não tinha opinião sobre os números do Instituto, mas agora que sabia a de Celeste, decidi ser absolutamente contra ela.
Juliana:  Discordo! - falei no tom mais calmo que podia fazer. Celeste se voltou pra mim tão rapidamente que seus cabelos saltaram por cima de seu ombro. Mesmo com as câmeras focadas nela, parecia se sentir perfeitamente à vontade com os olhos cravados em mim.
Gavril: Ah, Juliana, você acha que aumentar as contratações é uma má ideia? - Senti o calor de minhas bochechas coradas.
Juliana: Sim. Se estamos falando de lucro, aumentar as contratações vai totalmente contra à isso. Esse aumento favorece o desempenho, não o financeiro. - Marlee ao meu lado, me cutucou como aprovação. 
Celeste: Bom, o que deveríamos fazer? Com certeza você não acha que devemos nos sentar e deixar às moscas né?
Juliana: Não, não. É claro que desejo que o Instituto continue evoluindo. - Fiz uma pausa para organizar as ideias. Olhei pro Neymar em busca de algum apoio. Ao lado dele, o seu pai parecia possesso. Precisava reverter a situação. Falei a primeira coisa que me veio à cabeça.
Juliana:  E se fosse voluntário?
Gavril: Voluntário? - Celeste e Natalie soltaram uma risadinha, o que piorou a situação. Mas então pensei no assunto, seria uma ideia tão ruim assim?
Juliana: Sim. Certamente haveria pré-requisitos, mas talvez conseguíssemos mais com pessoas que querem realmente ajudar na causa do que com gente cujo único desejo é se promover mediante à fama. - Um sussurro intrigado preencheu o estúdio. Aparentemente, meu argumento foi bom.
Elisa:  É uma boa ideia. Assim, poderíamos chamar novas pessoas a cada um ou dois meses à medida que as pessoas se inscrevessem. Seria um incentivo aos que estão trabalhando há mais tempo.
Marlee: Concordo! - sorri em forma de agradecimento.


De volta ao meu quarto, pedi pra Lucy me acompanhar por mais tempo que o normal pra me ajudar a tirar o monte de grampos do cabelo.
Lucy: Gostei da sua ideia do trabalho ser voluntário.
Juliana: Obrigada! - sorri. De repente, uma sequência de batidas na porta nos assustou.
Neymar: Tive uma ideia - falou entrando no quarto sem esperar resposta. - Parecia que nós dois tínhamos um encontro fixo todas as sextas à noite, depois do programa.
Lucy: Seu Neymar - disse em cumprimento, o que a fez  derrubar os grampos de cabelo que estavam na sua mão.
Neymar:  Deixa eu te ajudar - foi na direção dela.
Lucy:  Tá tudo bem - insistiu extremamente vermelha, já de saída.  Ah, hum, boa noite, Jú. Assim que ela saiu, Neymar e eu caímos na gargalhada. Virei pro espelho e continuei tirando os grampos do cabelo.
Neymar: Ela é bem engraçada.  
Juliana:  Te admira pra caramba. - Modesto, ele fingiu não ter ouvido o elogio implícito em minhas palavras.
Neymar: Desculpa interromper.
Juliana: Tudo bem - respondi, enquanto tirava o último grampo. Passei os dedos pelos cabelos, que se espalharam sobre meus ombros.  Tô bem assim? - Ele aprovou com a cabeça, depois de olhar pra mim por mais tempo que o necessário. 
Neymar:  Em todo caso, aquela ideia...
Juliana: Diga.
Neymar: Lembra daquele negócio de Halloween?
Juliana:  Sim. 
Neymar: Então, eu estava pensando...  Por que não damos uma festa de Halloween? - Me virei para ele.
Juliana:  Mesmo? 
Neymar:  Você gostaria?
Juliana: Eu amaria!
Neymar: A gente pode mandar fazer fantasias pra todas as meninas da Seleção. Os meninos serviriam como pares extras pra dança, já que eu sou um só e seria injusto fazer todo mundo esperar enquanto danço com alguém. E poderíamos também fazer umas aulas de dança por uma ou duas semanas. Você já me disse uma vez que às vezes não tem nada pra fazer durante o dia. E doces! Teremos os melhores doces brasileiros  e importados. Você estará empanturrada ao final da noite. Vamos ter que trazê-la rolando de volta pro quarto. - Eu estava hipnotizada por aquelas palavras.  Sua prima adora isso, não?
Juliana: Claro que sim! Todo mundo! - Ele refletiu por um momento, seus lábios se contorciam.
Neymar:  E você acha que ela gostaria de comemorar a data aqui, na mansão? - Fiquei pasma.
Juliana: O quê?
Neymar: Tenho que conhecer os pais das moças da Elite em algum momento da competição. Bem que os irmãos e primos poderiam vir junto e fazer desse encontro algo mais festivo em vez de terem que esperar... - o Neymar  não pôde continuar a frase porque eu me atirei em seus braços. Estava tão exultante com a chance de ver Victória,  meus pais e o Lucas que não consegui segurar o entusiasmo. Ele jogou seus braços em torno de minha cintura e me olhou nos olhos; seu olhar brilhava de alegria. Como essa pessoa – que eu tinha imaginado ser meu extremo oposto – sempre descobria as coisas que mais me alegravam?
Juliana:  É sério? Eles podem vir de verdade?
Neymar: Claro -  Faz tempo que gostaria de conhecê-los, e faz parte da competição. E, além disso, ver suas famílias também faria bem a todas vocês. Quando tive certeza de que não choraria, cochichei:
Juliana:  Obrigada.
Neymar:  É sempre um prazer... Sei que você os ama.
Juliana: Amo.
Neymar: E é óbvio que faria praticamente qualquer coisa por eles - continuou com um sorriso. No fim das contas, você permaneceu na Seleção por causa deles. - Me afastei um pouco pra abrir um espaço entre nós que me permitisse ver seus olhos. Não havia nenhuma crítica neles, apenas um espanto com meu movimento abrupto. Mas eu não podia deixar a chance escapar: tinha que ser absolutamente franca.
Juliana: Neymar, eles foram parte do motivo de eu ter ficado, no começo, mas não são o motivo de eu estar aqui agora. Você sabe disso, certo? Estou aqui porque...
Neymar: Porque... - Olhei pra ele, pra aquele rosto incrível, cheio de esperança. Diga, Juliana. Apenas diga.  Por quê? - perguntou dessa vez com um sorriso malicioso nos lábios, o que mexeu ainda mais comigo. Me lembrei da conversa com Marlee e de como me sentira no dia em que falamos da Seleção. Era difícil ver ele como meu namorado sabendo que se encontrava com outras garotas, mas também não era apenas um amigo. Mais uma vez, fui tomada por uma sensação de esperança, me maravilhei com a possibilidade de termos algo especial. Neymar significava mais pra mim do que aquilo que eu me permitia ver. Dei um sorriso e me dirigi para a porta com passos lentos.
Neymar: Juliana Magaldi, volta aqui.  - Ele correu na minha frente e passou o braço por minha cintura. Seu peito pressionava o meu. Me diga - cochichou. Apertei os lábios. Ótimo, então terei que me valer de outro meio de comunicação. Sem qualquer aviso, me beijou. Senti meu corpo inclinar um pouco para trás, completamente sustentado por seus braços. Passei as mãos em torno de seu pescoço, com o desejo de guardá-lo só pra mim... e, então, algo passou por minha cabeça. Geralmente, eu conseguia deixar de lado todas as outras pessoas quando ficávamos a sós. Mas naquela noite, pensei na possibilidade de haver alguém em meu lugar. Só de imaginar outra garota nos braços dele, fazendo-o rir, casando-se com ele... Isso despedaçava meu coração. Não deu para evitar: comecei a chorar.
Neymar:  O que foi, meu bem? - Meu bem? Aquelas palavras, tão ternas e pessoais, me tocaram. Naquele instante desapareceram quaisquer desejos de lutar contra o que eu sentia por ele. Eu queria ser seu bem. Queria ser só dele. Essa escolha poderia implicar um futuro generoso em que eu nunca tinha pensado. Talvez tivesse que dar adeus a diversas coisas que nunca imaginei abandonar. Porém, eu não podia,  lidar com a ideia de ficar longe dele. Sim, realmente eu não era a melhor candidata, mas não queria continuar na competição se fosse incapaz de ao menos confessar meus sentimentos a ele. Respirei fundo, na tentativa de manter a voz firme.
Juliana:  Não quero deixar tudo isso.
Neymar:  Se bem me lembro, na primeira vez em que nos encontramos, você disse que a mansão parecia uma jaula. - Ele sorriu.  No entanto, acabamos nos apegando a ela, não? - Inclinei um pouco a cabeça, concordando.
Juliana: Às vezes, conseguimos ser bem idiotas - ri fraco entre meus soluços. Neymar me deixou recuar o suficiente pra eu olhar no fundo de seus olhos. Não é a mansão, Neymar. O que menos me importa são as roupas, a cama e, acredite, a comida. - Ele riu. Não era segredo a minha empolgação com as refeições exóticas que fazíamos. É você. Não quero deixar você.
Neymar:  Eu? - Fiz que sim com a cabeça.  Você me quer? - Achei engraçada a sua expressão maravilhada.
Juliana:  É isso o que estou dizendo. - Ele se calou por um momento.
Neymar:  Como... Mas... O que fiz?
Juliana:  Não sei - dei de ombros.  Só acho que formaríamos um bom “nós”. - Ele abriu um sorriso.
Neymar:  Formaríamos um “nós” maravilhoso. Ele me puxou para si, de uma maneira até bruta pros seus padrões comigo, e me beijou outra vez. Tem certeza? - perguntou, me segurando com os braços esticados e me olhando ansioso. Certeza absoluta?
Juliana: Se você tem, eu também tenho. - Por uma fração de segundo, algo mudou em seu rosto. Mas foi tão rápido que não sabia dizer se aquilo – seja lá o que fosse – tinha sido real. Logo em seguida, ele me levou até a cama e sentamos. As mãos dadas e minha cabeça apoiada em seu ombro. Eu esperava que ele dissesse alguma coisa. Afinal, não era o momento que ele tanto esperava? Mas as palavras não vieram. De vez em quando, ele soltava um longo suspiro, e só esse som já me dizia o quão feliz estava. Isso me ajudou a não ficar ansiosa. Depois de um tempo – talvez porque nenhum de nós soubesse o que dizer – ele endireitou a postura.
Neymar:  Melhor eu ir embora. Se vamos convidar as famílias para a festa, preciso planejar mais. - Eu também me endireitei, sorrindo, ainda alegre por saber que logo abraçaria minha mãe, meu pai e Lucas.
Juliana: Obrigada novamente. - Levantamos juntos e caminhamos para a porta. Segurei forte a mão dele. Por algum motivo, me doía ter que soltá-la. Parecia haver uma fragilidade naquele momento, como se pudéssemos quebrá-lo se nos agitássemos demais.
Neymar: Vejo você amanhã - prometeu com um sussurro. Seu nariz estava a milímetros do meu. Ele me olhava com tamanha adoração que me senti tola por me preocupar.  Você é fantástica.
Assim que ele saiu, fechei os olhos e recapitulei tudo o que aconteceu naquele pequeno espaço de tempo: o modo como ele olhava para mim, os sorrisos contentes, os beijos doces. Repassava tudo, uma e outra vez, enquanto me preparava pra dormir. E me perguntava se ele estaria fazendo o mesmo.

Fotógrafo:  Muito bom! Continua apontando pros desenhos. As outras tentem não olhar para mim. - Era sábado e toda a Elite havia sido dispensada de ficar  no Salão das garotas o dia inteiro, então fui pro meu quarto. No café da manhã, Neymar tinha anunciado a festa de Halloween; à tarde as ajudantes já começaram a ver as fantasias e alguns fotógrafos apareceram pra registrar todo o processo. Naquele momento, eu tentava parecer natural enquanto examinava os desenhos de Lucy,  atrás da mesa havia pedaços de tecido, caixas de lantejoulas e uma quantidade absurda de penas. A câmera clicava várias vezes enquanto fazíamos poses diversas, na tentativa de dar opções ao fotógrafo. No instante em que eu posaria com um tecido dourado enrolado na cabeça, recebemos um visitante.
Neymar:  Bom dia, garotas! - Não pude deixar de me endireitar um pouco e tive a sensação de que meu sorriso tomava todo o meu rosto. O fotógrafo captou esse momento antes de se dirigir a ele.
Fotógrafo: Neymar,  é sempre uma honra. Se importaria de posar com a jovem?
Neymar:  Seria um prazer. - Lucy abriu espaço. Neymar pegou alguns desenhos e se colocou bem atrás de mim. Uma de suas mãos segurava uma folha e a outra repousava em minha cintura. Esse detalhe significava muito para mim. É como se ele dissesse: “Veja, logo vou tocá-la assim diante do mundo. Você não precisa se preocupar com nada”. Depois de mais algumas fotos, o fotógrafo foi atrás da próxima garota. Percebi também que Lucy, discretamente e por conta própria, havia deixado o quarto.
Neymar: Lucy  têm muito talento, a ideia é maravilhosa. - Tentei me comportar da mesma maneira de sempre, mas as coisas passaram a ser diferentes, ao mesmo tempo melhores e piores.
Juliana:  Eu sei,  não poderia estar em melhores mãos.
Neymar: Já se decidiu por algum? - perguntou espalhando os papéis pela escrivaninha.
Juliana: A gente gosta dessa ideia do pássaro. Acho que é uma referência ao meu pingente , eu disse com a mão sobre o fino cordão de prata. - O pingente de passarinho era presente de meu pai, e eu preferia esse objeto a todas as joias pesadas da mansão.
Neymar: Detesto dizer isso, mas acho que Celeste também escolheu uma fantasia de pássaro. A determinação dela era impressionante. 
Juliana: Tudo bem - dei de ombros. Não sou louca por penas, mesmo. - De repente parei de sorrir. Ei, você estava com Celeste? - Ele confirmou com a cabeça.
Neymar:  Foi apenas uma visita rápida para conversar. Acho que não posso ficar muito tempo aqui também. Meu pai não está contente com tudo isso, mas com a Seleção ainda em curso, compreendeu que seria legal termos um pouco mais de festa. E concordou que também seria um modo bem melhor de conhecer as famílias diante da atual situação...
Juliana:  Que situação?
Neymar: Ele está ansioso por uma eliminação, e devo excluir alguém depois de conhecer os pais de todas. Na opinião dele, quanto antes eles vierem, melhor. - Eu não tinha percebido que mandar uma garota de volta para casa fazia parte dos planos do Halloween. Pensava que seria apenas uma grande festa. Aquilo me deixou nervosa, embora eu repetisse para mim mesma que não tinha motivos para tal. Não depois da nossa conversa do dia anterior. De todos os momentos já compartilhados com ele, nenhum me parecia mais real do que aquele. Ainda com os olhos nos desenhos, Neymar falou, com ar distraído:
Neymar: Acho que preciso terminar as visitas.
Juliana:  Você já vai?
Neymar:  Não se preocupe, meu bem. Vejo você no jantar. - “Sim”, pensei, “mas você verá todas nós no jantar.”
Juliana:  Está tudo bem? 
Neymar: Claro - respondeu, pra depois me beijar. Na bochecha. Tenho que correr. Falamos mais tarde. E saiu, tão subitamente como tinha chegado.
No domingo, oito dias nos separavam do Halloween, o que significava que a mansão estava um furacão, cheio de atividades. Na segunda, a Elite passou a manhã com a dona Nadine e a Rafaela provando e aprovando o menu pra festa. De longe, aquela foi a melhor das nossas tarefas até então. À tarde, porém, Celeste ficou horas sumida do Salão das Garotas. Quando voltou, por volta das quatro da tarde, anunciou a todas que “Neymar mandou lembranças”. Na tarde de terça-feira, cumprimentamos membros mais distantes da família deles que vieram à cidade para os festejos. E naquela manhã, assistimos da janela Neymar dando uma aula de arco e flecha à  Kriss nos jardins. As refeições estavam repletas de convidados que chegaram antes da festa, mas ele quase nunca aparecia, assim como Marlee e Natalie. Eu me sentia cada vez mais envergonhada. Revelar meus sentimentos pro Neymar tinha sido um erro. Apesar de toda a conversa, ele não podia estar interessado em mim de verdade se sua primeira opção era sempre passar o tempo com as outras. Na sexta, já tinha quase perdido as esperanças. Depois do programa  permaneci sentada ao piano, desejando que Neymar viesse ao meu quarto. Ele não veio. 
Tentei distrair a cabeça no sábado. Nós, da Elite, tínhamos a obrigação de fazer sala às mulheres que chegavam na mansão de manhã, e à tarde haveria mais um ensaio de dança. Ainda bem que minha família, não optou trabalhar com isso: eu era uma péssima dançarina. A única pessoa pior que eu naquele salão era Natalie. Para minha tristeza e meu ódio, Celeste era o máximo da graciosidade. Os instrutores lhe pediram mais de uma vez para ajudar as outras meninas. O resultado foi que Natalie quase torceu o tornozelo graças às más indicações que Celeste lhe dava de propósito. Sutil como uma serpente, Celeste botou a culpa na absoluta falta de jeito de Natalie. Os professores acreditaram nela, e Natalie apenas ria da própria situação. Admirava Natalie por não se abalar por causa de Celeste.  Mas aquele era nosso último ensaio, e Jota estava perto o bastante para me tirar pra dançar. Não recusei.
Jota: Está tudo bem?  Você parecia triste nas últimas vezes em que a vi.
Juliana: É só cansaço - menti. Não podia conversar com ele sobre meus problemas afetivos.
Jota:  Mesmo? - ele perguntou, cético.  Tinha certeza de que más notícias estavam por vir.
Juliana: O que você quer dizer? 
Jota: Nada. - acenei com a cabeça. Ai!
 Juliana:  Ops! - Tinha pisado no pé dele totalmente sem querer. Me esforcei pra prestar atenção na dança.
Jota: Desculpe, Ju, mas você é péssima - ele disse, rindo, apesar de o meu salto provavelmente tê-lo machucado.
Juliana:  Eu sei, eu sei - disse sem fôlego. Juro que estou tentando! - Eu me agitava pelo salão como um alce cego, mas o que me faltava de graça eu compensava com esforço. Jota, muito gentil, deu o seu melhor pra me fazer parecer bem; até perdeu um pouco o compasso da música pra acompanhar meu ritmo. Ao fim da última aula, pelo menos eu sabia todos os passos. Não dava pra prometer que não derrubaria sem querer um convidado com um chute das minhas pernas empolgadas. Mas faria o meu máximo. Imaginar essa cena me fez ver que não era de estranhar que Neymar pensasse duas vezes. Passaríamos vergonha ao visitar outros países e muito mais ao recebermos visitas aqui. Eu realmente não servia pra ele.  Suspirei e fui buscar um copo d’água. Jota me seguiu, ao passo que as outras garotas deixaram o salão.
Jota:  Então... suponho que você não está preocupada com alguma outra coisa, deve estar preocupada com ele... - Baixei os olhos e corei. Estava tão visível assim?  Cara não é por nada não,  mas se ele não percebe como você é maravilhosa, é um idiota. - Sorri, com os olhos ainda cravados no chão.  E se você não ganhar, qual o problema? Você não vai ser menos incrível por isso. E você sabe... você sabe... - Nos olhos dele, vi mil finais diferentes para aquela frase. Todos me encorajavam,  ele sabia que eu era verdadeira, sabia da minha história, que não haviam interesses, ele parecia me conhecer. Não importa o que acontecesse, Jota estaria ao meu lado. Sua amizade sempre me pedia um voto de confiança, e hoje ela me fez conceder um sim.
Juliana: É...  Eu sei, Jota. Eu sei.







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Meninaaaaaas, antes de vocês me matarem, deixa eu me explicar!
Fiquei de postar frequentemente aqui, mas pelo visto isso não ocorreu né? Mil perdõeeees. Já tinha começado o capítulo e estava ajeitando tudo pra postar, porém meu computador deu pau, me deixou na mão. :c Ainda não o consertei, e nem sei quando vai voltar tudo ao normal. Esse capítulo, liberei pelo computador da escola, até mesmo pra eu me explicar pra vocês. Vou tentar fazer esse esquema de tentar postar por outro pc, mas se eu não conseguir, me entendam e não desistam de mim, please! Divulguem o blog, isso vai ajudar bastante. Espero que gostem do capítulo, beijo grande ♥

10 comentários:

  1. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah sem palavras pra esse capítulo!!! Foi pft em td!!!! Continua!!!!!

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  2. Ah q linda Juliana se declarando p ele..mas senti q ele está confuso. Pelo q vi dps da conversa ele se afastou mais dela... AFF como isso vai ficar menina, pelo amor de Deus. Ah posta logo quero a Ju c a familia dela.. E a festa... A eliminação hahaha...

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  3. Muito bom, quero o próximo logo!!!

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  4. Elaine, capítulo maravilhosoooo, adorei, se quiser que eu te ajude postando os capítulos pega meu numero la no grupo biamar ou então fala comigo na dm (@treasurenjr) que eu te explico melhor, bjs :* e continua logooo

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  5. Apaixonada por essa história!!

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  6. Estou apaixonada, na Fic.. Pode continuar ta!?

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  7. Gurias me ajudem por favor, comecei uma fanfic e to precisando de ajuda, leiam e deixem nos cometários ideias, criticas e tudo mais, por favor é muito importe pra mim.

    http://pazeamoreoquequeropnoz.blogspot.com/2017/01/capitulo-1-juliana-narrando-juliana.html

    serei eternamente grata!!!!!

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  8. Cd vc heinnnnn? N aguento mais esperar pelo próximo capítulo! Amo seu blog de uma maneira louca.... ❤


    To começando agr amour, poderia Divulgar o meu princesa? E aparece por lá, espero q goste!! www.emmimsoexistevocenjr.blogspot.com

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