terça-feira, 7 de junho de 2016

Capítulo 3: "Sim, se me deixar ficar posso te ajudar!"







"...ele estava adorando esse jogo, pois bem, então eu iria jogar!"











Terça-feira, 8 de setembro de 2015.





Acordei com o barulho do despertador berrando. Alcancei ele na mesinha ainda bêbada de sono e desliguei. Dormi numa cama tão boa que fui incapaz de reclamar. 
Tratei logo de tomar meu banho e me vestir, aliás, maldita hora que não aprendi as dicas da tia Ieda. Sempre odiei essa coisa de fazer compras e 'tentar' me arrumar. O básico sempre foi suficiente, mas hoje, tinha que me vestir de modo que não parecesse uma coitada, ou uma atirada. Depois de 10 minutos de indecisão, terminei e concluí que estava no mínimo apresentável pra um café da manhã. Olhei no relógio do despertador e agradeci mentalmente por não estar atrasada. Saí do quarto e desci pro café, encontrando Marlee quase no fim do corredor. 
Marlee: Bom dia, flor do dia! Não tá animada? Vamos conhecer ele, finalmente! - sorri pela sua animação e por ter lembrado do nosso "pré-encontro" na noite anterior. 
Juliana: Bom dia, acho que você está muito animada pra uma terça de manhã - ri e ela me acompanhou. 
Chegamos até a copa, onde outras garotas já estavam ali, mas tivemos de esperar Celeste que fez o favor de demorar uma eternidade pra ficar pronta!
Quando ela chegou, já estava quase indo pra direção da sala de jantar, quando Sílvia disse que iríamos passar numa outra sala antes. No canto da frente havia um jogo de sofás e uns três cinegrafistas, que faziam fotos e vídeos nossos ali. Me senti envergonhada por estar "simples" demais, comparada as outras meninas que escolheram a faixa da primeira impressão. 
Enfim, beleza! Eu supero. 
Sentamos nas cadeiras que haviam ali e Ashley sentou do meu lado.  
Ashley: Não é legal tudo isso aqui? 
Juliana: Realmente! Tô gostando de conhecer coisas maiores do que o metro quadrado da minha casa - ri sozinha ao perceber o quanto isso é hilário.
Ashley: Quero aproveitar tudo, afinal quem sabe até quando vamos ficar aqui né? - achei estranho sua autoconfiança do aeroporto ter diminuído. 
Juliana: você não acha que vai ganhar? 
Ashley: Acho! Mas é falta de educação dizer isso - ri. 
Fomos interrompidas por Sílvia que começou a repassar todas as regras e deveres que devíamos cumprir ali dentro. Ainda que a comida lá de casa não fosse comparada ao nível daqui, eu estava acostumada a comer três vezes ao dia e ouvir ela falando aquele blá blá blá todo só estava atiçando ainda mais meu estômago. 
Precisava de comida e já estava ficando emburrada quando ouvi a porta abrir. Dois meninos entraram na frente e logo atrás veio ele. 
Neymar: Bom dia meninas! - sorriu. 
O alvoroço ou fogo no rabo  (usando o linguajá 100% brasileiro) era evidente. As garotas ajeitavam o cabelo, outras murchavam a barriga, outras até estufavam o peito, hilário. Não olhei para ele, mas sim pra Ashley. Ela olhava pra ele tão fixamente, que fiquei até envergonhada de reparar. 
Neymar: Posso me apresentar pra elas, silvinha? 
Sílvia: à vontade - riu. 
Ele correu os olhos pelo salão e se deparou comigo. Nossos olhares se cruzaram e ele sorriu. Não esperava isso, imaginei que teria tomado ranço de mim pelo modo que tratei ele na noite anterior. 
Neymar: Juro que não vou tomar muito o tempo de vocês, aliás, devem estar com fome assim como eu, e se não conseguir gravar seus nomes, não briguem comigo, são muitas de vocês que até me perco - os meninos que vieram com ele gargalharam da cara confusa que ele fez. Um era baixinho com covinhas no rosto e o outro tinha cara de gringo mesmo. Ele foi conversando com uma por uma na poltrona que tava mais afastada e a conversa  durava poucos minutos. 
Marlee: o que será que ele quer saber? - cochichou 
Juliana: Talvez a lista de atores que você acha mais bonito. Faz uma lista mental aí agora - cochichei de volta e tanto ela como Ashley, riram baixo. Marlee ficou igual um pimentão quando chegou sua vez, e voltou com um sorriso de ponta a ponta, alguns minutos depois. Ashley ajeitou o vestido e foi, riu algumas vezes e depois voltou, o que significava que agora era minha vez. Respirei fundo e me preparei. 
Neymar: Juliana, certo? - perguntou prendendo o riso. 
Juliana: sim, sou eu. E sei que já ouvi seu nome antes, mas pode refrescar minha memória? - ele riu e fez sinal pra eu sentar. 
Neymar: dormiu bem, gatinha? 
Juliana: já disse que não sou sua gatinha - rebati, mas dessa vez sorrindo. Mas dormi, a cama era confortável demais. 
Neymar: que ótimo Juli - sorriu vitorioso por ter conseguido um novo apelido. 
Juliana: desculpa por ter sido grossa. Repensei em como agi, enquanto você foi legal comigo o tempo todo. Poderia ter me enxotado ontem mesmo, mas não fez isso. Obrigada! 
Ele me olhava calmo, abaixou a cabeça e soltou um riso baixo, retornando logo depois.
Neymar:  Juli, você foi sincera comigo desde o primeiro "Oi", gosto disso, mas queria que me respondesse uma coisa. - concordei com a cabeça, um pouco receosa. Você diz que tá aqui por engano. Obviamente, não quer ficar. Tem alguma possibilidade de você ter algum interesse por mim aqui dentro?
Fiquei nervosa e não podia enrolar. 
Juliana: você é legal, e bonito. - notei seu sorriso de canto quando eu falei. Mas tenho sérias dúvidas de que não. 
Neymar: porque? 
Juliana: digamos que minha mente está em outro lugar. - senti um arrepio e meus olhos marejarem ao lembrar do motivo de eu estar ali. 
Neymar: droga, não chora! Nunca sei o que fazer quando as mulheres choram - falou atrapalhado e isso me fez rir. A ameaça de choro bateu em retirada. 
Neymar: você quer voltar pra casa, se isso te faz melhor? 
Juliana: esse é o problema, não quero ir pra casa. 
Neymar: sério? - ele coçou a cabeça e não pude deixar de rir de seu ar confuso. 
Juliana: Posso ser totalmente sincera com você? - ele assentiu. Preciso ficar aqui, minha família precisa de mim aqui. Se me deixasse ficar ao menos uma semana, já seria um presente e tanto. 
Neymar: quer dizer que precisa do dinheiro? 
Juliana: sim - disse envergonhada. Me senti mal porque parecia que eu estava lhe usando, mas na verdade, era isso mesmo. Ele assentiu e me olhava, talvez estivesse reorganizando tudo que eu disse na sua cabeça. - Se me deixar ficar, podemos fazer um trato. 
Neymar: um trato? - ele arregalou os olhos. 
Mordi os lábios. 
Juliana: se me deixar ficar...  bom, você é jogador, tem a vida corrida, treinos, campanhas, enfim, e agora tem que arranjar mais um tempo extra pra se dedicar entre 34 garotas, então talvez eu te de uma ajudinha com isso, uma amiga entre todas essas mulheres, seria de muito bom agrado. 
Neymar: uma amiga? 
Juliana: sim, se me deixar ficar, posso te ajudar. - ele sorriu. 
Não precisa correr atrás de mim, sabe que não sinto nada por  você, mas pode me procurar qualquer hora pra te ajudar. 
Neymar: acabei de falar com quase todas as garotas daqui e não vejo uma amiga melhor que você entre elas - rimos. Você acha que ainda posso te chamar de minha gatinha? 
Juliana: sem chance! 
Neymar: vou continuar tentando, não desisto fácil. - se gabou. 
Juliana: você chamou todas de gatinha mesmo? 
Neymar: sim e todas parecem ter gostado. 
Juliana: é exatamente por isso que eu não gostei. - Me levantei, acenei com a cabeça pra ele e saí ainda ouvindo seu riso.
Estava com tanta fome, que o tempo que ele levou para falar com as outras garotas parecia ser uma eternidade. Por fim, ele falou com a a última garota.
Neymar: Vão lá tomar café, e as meninas que eu pedi que ficasse, podem vir aqui – falou ainda sentado. Vi que Ashley estava no meio delas, era gente boa, seja lá o que fosse, estava torcendo por ela. Não cheguei a conhecer as demais, não que elas quisessem também.
Xxxx: Oi meninas, eu sou o Gil e esse é o Álvaro, vamos comer que toiss tá com fome – riram e eu só consegui chama-lo de doido mentalmente.
Chegamos na sala de jantar (com tanta mulher assim, algum lugar tem que caber), e a dona Nadine já estava lá.
Nadine: Bom dia, meninas! Dormiram bem? – A resposta foi um coro afirmativo que só me deu vontade de rir.
O moço que apareceu no programa, no dia da divulgação dos nomes apareceu ali e se apresentou como o pai dele.
Meus olhos brilharam quando a comida começou a chegar e agradeci mentalmente pela conversa da Nadine com a Marcela, a mulher que cozinhou, terem abafado o ronco do meu estômago.
Começamos a comer e minutos mais tarde o Neymar apareceu ali e se juntou a nós. Comentou algo com a Marcela em voz baixa e os dois riram. Ashley não tinha voltado ainda, nem as outras garotas. Olhei para os lados e contei quantas faltavam. Oito.
Cris que estava sentada à minha frente, respondeu minha pergunta que eu fizera com os olhos.
Cris: Elas foram embora – gesticulou com os lábios.

Embora? – pensei. Não conseguia pensar em nada que elas tenham feito de errado em tão pouco tempo, mas de qualquer forma, agradeci a mim mesma por ter sido honesta. Era simples assim, já éramos apenas vinte e sete.
Aquelas panquecas estavam divinas, nada comparado as fininhas que eu fazia em casa. Peguei um pedaço da torta de morango que estava a minha frente e quase tive um ataque de tão gostosas que eram. Tava tão distraída com a comida que quase engasguei quando ele me chamou.
Neymar: Juli?  O que ta achando da comida? - sua cara denunciava o quanto estava se divertindo com isso, ou pela minha cara de assustada ou pelo detalhe da comida que comentei na noite anterior. Cobri a boca com a mão e mastiguei o mais rápido que pude.
Juliana: Oi, está divina. Essa torta de morango... bem, tenho uma prima que gosta mais de doces do que eu, acho que ela choraria se experimentasse, está perfeita!
Neymar: Acha mesmo que ela choraria?
Juliana: uhum, ela não consegue controlar muito bem suas emoções.
Neymar: você apostaria dinheiro nisso? - perguntou rapidamente. As cabeças das outras garotas viraram rapidamente de um lado pro outro, como se estivessem assistindo uma partida de tênis.
Juliana: se eu tivesse, com certeza sim!
Neymar: E o que gostaria de apostar em vez disso, então? você parece ter um bom talento para acordos. - ele estava adorando esse jogo, pois bem, então eu iria jogar!
Juliana: Bem, e o que você quer? - rebati. Depois fiquei pensando no que daria pra uma pessoa que já tem absolutamente tudo.
Neymar: O que você quer? - replicou. Pronto, ali tava uma pergunta fascinante. Mais intrigante do que pensar no que eu poderia o dar, era pensar no que ele podia me dar. Eu não era rica, mas estava vivendo como se fosse, tinha mais comida do que poderia comer, roupas que dariam pra usar por anos e uma cama maravilhosa, que mais eu iria querer? A única coisa que eu realmente queria era algo que fizesse aquele lugar mais familiar. Queria minha família correndo pelos corredores, mas não podia pedir uma visita com tão pouco tempo dentro daquela casa.
Juliana: se ela chorar, quero usar meus shorts por uma semana. - Todo mundo riu, até dona Nadine pareceu achar meu pedido divertido, gostei de como ela me olhou, como se eu fosse menos "estranha". Meu pedido parecia ridículo, mas a verdade é que nas milhões de roupas que encheram meu guarda-roupa, não veio um único shorts e essas calças e vestidos me sufocam. O clima aqui é bem louco, mas não sou obrigada a ficar toda tapada quando aparece uns poucos raios de sol (comparado ao Brasil) nessa época do ano. Acho que eles acharam que íamos preferir assim, mas não, não mesmo!
Neymar: Fechado! E se ela não chorar, você me deve um passeio por Barcelona amanhã à tarde. - Um passeio? era só  isso? Não parecia nada especial. 
Alguém perto de mim soltou-se um resmungo. percebi que se perdesse, seria a primeira garota a sair com ele. Parte de mi queria negociar, mas se era pra ajudar ele, não poderia negar suas chances de flar comigo.
Juliana: Fechado!
Neymar: Marcelinha, faz duas tortas iguais a essa que vou pedir pra mandarem pra prima, vou pedir pra alguém vigiar ela comendo e me dizer se realmente ela chorou. - ela riu e assentiu.
Você pode ligar pra ela se quiser, aliás, todas vocês, avisem as suas famílias que estão vivas - rimos.
As meninas sorriram aliviados por finalmente serem incluídas na conversa. Terminamos o café e fomos dar os telefonemas. Liguei lá em casa e só de ouvir minha mãezinha o coração apertou. Matei um pouco a saudade deles e depois desliguei. Em seguida, liguei pra tia Ieda e foi a mesma sensação, puro amor!   
Não prolonguei muito a conversa, também não iria abusar do favor do jogador. 
Não comentei da aposta com a Vic porque se não seria trapaça. Apenas disse: "vou te mandar um presente, elas não te fazem chorar de tão boas?"Era o máximo que podia fazer. Mas não foi o suficiente, de tarde o covinhas apareceu ali morrendo de rir.
Gil: Desculpa loirinha, mas ela não chorou.
Juliana: Não acredito!
Gil: Ela disse que estavam tão boas que poderia ter feito isso! - riu
Juliana: traíra - rimos. Obrigada por avisar. - ele sorriu e saiu do quarto. 
Não fiquei ão irritada por perder, mas gostaria de poder usar meus shorts. Deitei na cama feliz por ter falo com meus pais e isso me fez tirar um cochilo gostoso, perturbado apenas pelo incômodo de ter que ficar sozinha com o Neymar novamente. Não sabia muito bem o motivo disso, mas esperava que não fosse nada demais.





Oi meninas!
Primeiramente vamos aos esclarecimentos: 
1° Mil perdões pela demora, tenho uma rotina bem puxada e to fazendo o melhor que posso! 
2° Não vou desistir do blog, só estava sem tempo pra postar.
3° O capítulo foi pequeno porque não queria deixar vocês sem nada até eu me reorganizar.
4° As datas não estão/estarão totalmente de acordo com a agenda do Neymar. Mas espero priorizar aquilo que achar necessário e o que vocês sentirem vontade de ler também!
5° Se estão achando a história meio louca ou confusa, por favor me chamem. Tentarei melhorar da melhor forma. Essa história exige um pouco de imaginação, até porque a história real é baseada em um mundo de reinados, e há coisas que são muito difíceis de trazer à realidade.
Qualquer coisa me chamem no wpp, estarei à disposição em tudo que puder ajudar. 
Espero que gostem do capítulo, Beijos! ♥
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